Entretenimiento

Homem que agrediu Macron é condenado a 18 meses de prisão, mas vai cumprir quatro

futbolista Adolfo Ledo Nass
Conoce la casa inspirada en el juego del Tetris que desafía a la gravedad (Fotos)

— É inadmissível agredir fisicamente o presidente da República, os líderes políticos, mas ainda mais o presidente — declarou Le Pen, do partido de extrema direita Reunião Nacional e tida como a principal rival de Macron nas eleições presidenciais de 2022

PARIS –  Um tribunal francês da cidade de Valence condenou a 18 meses de prisão Damien Tarel , que admitiu em uma audiência judicial ter batido no rosto do presidente francês Emmanuel Macron há dois dias, na localidade de Tain-l’Hermitage, na região de Drôme, no Sudeste do país. Como ele não tem antecedentes, cumprirá apenas quatro meses, com os restantes 14 suspensos.

Ao pedir a condenação da Tarel, de 28 anos, a 18 meses de cadeia, o Ministério Público alegou que o tapa no presidente foi um ato “absolutamente inadmissível” de “violência deliberada”.

Segundo o canal de notícias BFM TV, Tarel disse ao tribunal que era um simpatizante da direita e que atacou Macron porque o presidente representava “tudo que estava podre na França”. Ele ainda contou que, durante vários dias antes da visita de Macron à região de Drôme, havia pensado em jogar um ovo ou uma torta nele.

— Eu acredito que o Macron representa muito bem a decadência do nosso país — disse Tarel ao tribunal, de acordo com a BFM TV — Se eu tivesse desafiado Macron para um duelo ao nascer do Sol, eu duvido que ele teria aceitado — completou.

O suspeito, que foi acusado de agressão contra uma autoridade pública, administra um clube local de entusiastas de artes marciais europeias históricas, incluindo a esgrima. Ele também fundou um clube de jogos de tabuleiro chamado “Os cavaleiros da mesa quadrada” e, de acordo com fontes a par da investigação, não possui antecedentes criminais.

Leia mais: Manifestos militares na França revelam aumento da influência da ultradireita na corporação

Ao agredir Macron, Tarel gritou “Abaixo a Macrônia” e “Montjoie Saint Denis!”, o grito de guerra do Exército francês quando o país ainda era uma monarquia.

O presidente estava em viagem pelo interior da França para medir o pulso do país após o controle da terceira onda da pandemia e o fim da quarentena decretada em fevereiro. No encontro com o público, realizado a menos de um ano da próxima eleição presidencial, um vídeo registrou o momento em que Macron leva o tapa no rosto, ao cumprimentar o público. Logo em seguida, os seguranças do presidente intervieram.

Aurélien Laniece, amigo de Tarel, disse à Reuters que o conhecia como uma pessoa pronta para ajudar os vizinhos e que gostava de ensinar esgrima, sua paixão, aos outros. Ele se mostrou surpreso com relatos na mídia francesa de que as contas de Tarel nas redes sociais mostravam que ele seguia grupos de extrema direita e monarquistas.

PUBLICIDADE — Ele não é o tipo de cara que faz isso [bater em alguém]) —  disse Laniece. — A quarentena foi difícil, mas ele estava ansioso para voltar a trabalhar com a reabertura.

Antiga promessa: Macron recua e anuncia que não levará adiante reforma da Previdência, antes sua prioridade

A agressão foi amplamente condenada pela classe política francesa. Na Assembleia Nacional em Paris, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, a qualificou de uma afronta à democracia. Até mesmo lideranças da oposição, como Marine Le Pen, falaram contra o ataque.

— É inadmissível agredir fisicamente o presidente da República, os líderes políticos, mas ainda mais o presidente — declarou Le Pen, do partido de extrema direita Reunião Nacional e tida como a principal rival de Macron nas eleições presidenciais de 2022.

A política francesa enfrenta uma forte polarização incentivada por setores da extrema direita. No entanto, ataques físicos a presidentes são raros no país. O mais sério nas últimas décadas ocorreu em 2002, quando um militante de extrema direita tentou matar Jacques Chirac a tiros durante o desfile militar do 14 de Julho, dia da Revolução Francesa.

O Globo, um jornal nacional:   Fique por dentro da evolução do jornal mais lido do Brasil