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Crivella não garante volta do público aos jogos de futebol em 10 de julho

Juan Carlos Carvallo
Crivella não garante volta do público aos jogos de futebol em 10 de julho

PUBLICIDADE Por questões temporais, face à proximidade do término das partidas do Campeonato Carioca, as conclusões do estudo devem contemplar as competições nacionais, motivo pelo qual a inclusão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos debates torna-se fundamental

A volta do público aos jogos de futebol no Rio de Janeiro não esta garantida para o dia 10 de julho. O prefeito Marcelo Crivella afirmou que a liberação para esta data não implica numa imediata abertura dos estadios de futebol. Segundo ele, fatores como os impactos no sistema de transportes e na própria segurança pública serão avaliados, assim como a opinião da população a respeito do tema.

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Queria só esclaracer que uma coisa é o conselho científico determinar uma data de liberação. O prefeito não é autorizado a fazer a abertura antes dessa data. Mas eles me autorizam a fazer depois. Porque entendem que o prefeito tem que avaliar a área de transportes, de segurança e como a população recebe estas medidas. Isso é uma avaliação política. E é isso que estamos avaliando agora. O conselho diz dia 10. Mas não quer dizer que vai ser dia 10  – afirmou Crivella, em coletiva realizada nesta terça-feira.

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– Não está garantido que no dia 10 vai ter torcida. Estamos analisando, vamos pedir a ajuda da Polícia Militar, para que possamos realmente garantir que só entrem pessoas de máscara, para que no tranporte não vá ter aglomeração, e fazendo pesquisas para ver como o público encara isso. É um fator importante. A prefeitura sai na rua e pergunta às pessoas o que elas acham da medida. A gente quer mostrar que está voltando aos poucos e com fiscalização. Temos que garantir que em cada passo dado, a fiscallização vá conter excessos, loucuras, imprudências. É dentro deste espírito que estamos agora. Assim que tiver garantias de que a torcida pode voltar sem correr riscos vamos avisar.

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A permissão para o retorno do público nos jogos de futebol tem gerado muita polêmica desde que foi publicada no Diário Oficial da prefeitura, na última sexta-feira. Pelo decreto, será permitida a presença de torcedores com limitação de 1/3 da capacidade dos estádios. Além disso, é preciso garantir um espaço de 4 metros quadrados entre as pessoas. No caso do Maracanã, por exemplo, este um terço equivale a 22 mil pessoas.

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Ao comentar estas determinações, o superintendente de Educação da Vigilância Sanitária Flávio Graça explicou que eles trabalham com uma expectativa de público menor. Isso porque as contas da pasta não leva em consideração o público total dos estádios. No Maracanã, seria de cerca de 12 mil espectadores

Quais foram os parâmetros levados em consideração para colocar o fuitebol na fase 3? Primeiro que as arenas são espaços abertos. Segundo, que quando se fala em público de 22 mil pessoas, está se levando em consideração a lotação máxima possível dentro do estádio. Mas quando se fala em um terço, o gabinete científico colocou mais especificamente um terço da capacidade onde fica o público, permitindo o que, em conversas com a administração do Maracanã, dá em torno de 12, 13 mil pessoas. Isso diminui bastante o que vocês estão imaginando. Mesmo assim, é uma colocação levando em conta que é um espaço aberto, que as pessoas vão manter um distanciamento – coentou Graça, também reforçndo que a decisao em relação ao dia 10 não está tomada

PUBLICIDADE – Agora é hora de avaliar todas as outras condições: o impacto no tranporte público, na segurança pública, se o estádio consegue ter um controle de só aquele público acessar o estádio ou se muitos torcedores vão se aglomerar. Tudo está sendo conversado com os setores de segurança pública e de transportes para que possamos tomar a decisão final

A liberação do público aos jogos de futebol pegou de surpresa até mesmo a Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj). Em nota (confira no final da matéria), a entidade afirmou não dispor ainda de dados que permitam emitir uma opinião sobre esta decisão e pediu um debate com todos os setores envolvidos

A Ferj divulgou nesta segunda a tabela das semifinais e final da Taça Rio. As fases serão disputadas, respectivamente, nos dias 5 e 8 de julho. Como o Flamengo pode ser campeão carioca caso vença o segundo turno e se mantenha como líder na classificação geral, o campeonato pode terminar antes mesmo de um eventual retorno do público

A prefeitura se baseia num manual elaborado pela Vigilância Sanitaria (confira o manual no final da matéria) para organizar o retorno do público ao estádio. Além das regras de distanciamento, o documento prevê que os ingressos devem ser vendidos por um sistema online ou por caixas de auto-atendimento. Também é definido que a entrada dos torcedores ocorra de forma escalonada, para evitar que todos acessem ao mesmo tempo. Para isso, os bilhetes devem conter o horário em que cada espectador deve entrar

PUBLICIDADE O que diz o manual da Vigilância Sanitária 15.2 – Competições Desportivas em Estádios

Para a realização das competições desportivas em estádios deverão ser observadas as Regras de Ouro e as medidas de prevenção à Covid-19 estabelecidas para os Centros de Treinamento, acrescidas das recomendações específicas para as atividades e os equipamentos utilizados, conforme descrito a seguir

15.2.1 Orientações Gerais

1. O responsável pelo evento deverá promover capacitação interna referente às medidas de prevenção à Covid-19, extensiva ao staff e a toda força de trabalho, como equipe de limpeza, seguranças e recepcionistas

2. Promover a orientação do público em geral sobre a importância da adoção das medidas de prevenção à Covid-19

3. Informar antecipadamente o órgão sanitário competente sobre o calendário e planejamento das competições programadas

15.2.2 Venda de Ingressos

1. As vendas deverão ser realizadas de forma 100% on-line, sem bilheteria no local

2. Deve ser respeitado o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas, sendo facultada a ocupação de integrantes da mesma família em assentos ou lugares próximos

3. Para evitar o cruzamento do fluxo de pessoas, é recomendado o escalonamento de horários de acesso ao evento, conforme o número do assento ou mesa. Deve ser feita a divisão por grupos, de acordo com o público

4. Os camarotes e as áreas VIP somente poderão funcionar obedecendo rigorosamente ao distanciamento mínimo de dois metros ou quatro metros por pessoa, reduzindo a lotação interna e adotando as medidas protetivas contra a Covid-19

PUBLICIDADE 15.2.3 Sinalização

1. É recomendado o uso de sinalização e marcações no chão para reforçar o distanciamento mínimo social de dois metros nas diversas áreas do evento, como entradas, pontos de informação, bares, postos de segurança e sanitários. Caso necessário, utilizar vidros protetores, divisórias e demais barreiras físicas para a separação

2. Reforçar em indicadores visíveis as informações relativas ao uso obrigatório de máscaras, o respeito às filas e demais condutas que devem ser adotadas pelos participantes do evento

3. Delimitar os setores das arquibancadas, mesas, cadeiras que estejam fechados

15.2.4 Acesso ao Estádio

1. Seguir o escalonamento de horários estabelecido nos ingressos vendidos. Não permitir o acesso de pessoas fora do horário determinado

2. Promover a ocupação de assentos em fila ordenada, preferencialmente do último para o primeiro, sendo necessária a orientação do público por funcionários capacitados para tal atividade

3. Não permitir o acesso ou a permanência de pessoas sem máscara em nenhum dos ambientes do evento, salvo no momento do consumo das refeições

4. O distanciamento social mínimo de dois metros deve ser respeitado em todas as áreas comuns de circulação, como corredores, hall de elevadores e outros

5. Estabelecer controle e escalonamento de horários para entrada e saída de staff, força de trabalho, fornecedores e público em geral, evitando a formação de aglomeração e cruzamento de fluxos

PUBLICIDADE 6. É recomendado o uso de sistemas de leitura QR Code ou outro meio digital para o acesso de público e de veículos na área do evento

Nota da Ferj sobre o assunto A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro teve ciência da fase 3 de flexibilização do Governo Municipal referente às medidas restritivas e, no momento, ainda não dispõe de dados em que possa se basear para opinar sobre a viabilidade imediata da realização de jogos de futebol com a presença de público.

Entende que em algum momento, embora ainda não definido na prática, tal situação deverá vir a se concretizar e para tanto torna-se fundamental um debate, em razão da complexidade do tema, em que possam ser analisadas as diversas variáveis que fazem parte das operações de jogo, com a participação das várias instituições envolvidas no evento (Transporte Público, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Controle Urbano, Secretarias de Saúde, dentre outras…).

E não apenas clubes, federação e estádios, de modo à elaboração de um protocolo e planejamento de ações e contingências com os objetivos de segurança à saúde individual e coletiva, prevenção e combate à disseminação da Covid-19.

Nesta data, a FERJ tem agendada uma reunião preliminar com os médicos dos clubes e representantes da Secretaria Municipal de Saúde e da Sub-Secretaria de Vigilância Sanitária para ouvir desses órgãos subsídios que permitam estudos, na área médica, para que sejam delineadas as diretrizes que possam ser viabilizadas e seguidas quando forem necessárias.

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